
Considerado um dos mais geniais alquimistas da música brasileira, Chico Science permanece vivo até hoje como um dos maiores fenômenos criativos da cultura pop.
Há 13 anos, o co-criador e responsável pelo movimento alternativo que revolucionou o mainstream nacional morreu em um estúpido acidente de carro na estrada que liga Recife a Olinda. Science nos deixou com apenas 30 anos de idade. Sua busca pelo beat perfeito ao lado da Nação Zumbi quebrou a tradicional oposição entre o regional e o cosmopolita tão presente na cultura brasileira e deixou um legado de influências admirável.

A influência do trabalho deste “cabra” vai muito além da música. O mangue beat foi um movimento completo que além da mistura de ritmos como maracatu, rock, soul music e hip hop, envolveu também artes plásticas, literatura, moda, tecnologia e comportamento social.
No entanto, talvez o feito mais notável da breve carreira deste incrível artista foi ter atraído a atenção do resto do Brasil para a capital de Pernambuco, mostrando que havia muita coisa boa acontecendo culturalmente fora do eixo sudeste-sul. Chico Science contribuiu diretamente na formação da identidade da música contemporânea.

“Mede-se a importância de um artista pelos ecos de sua obra após a sua morte”. Chico foi um filho legítimo da modernidade e sua música irá continuar nos inspirando por mais muitos e muitos anos.

“Modernizar o passado é uma revolução musical”
Francisco de Assis França – Chico Science (1966-1997)










