junho 1, 2011

Velhos filmes, novas versões – A sala mágica da edição

Se você gosta de e acompanha tudo o que diz respeito aos sucessos do cinema, sabe de cor os nomes de todos os vencedores das maiores premiações do mundo. Quem levou para casa o último Oscar de melhor filme? Fácil, “O Discurso do Rei”. E quem faturou a estatueta de melhor ator em 2010? Moleza, claro que foi Jeff Brigdes, por sua belíssima atuação em “Coração Louco”. Tá bom, então quem ganhou o prêmio de melhor montagem em 2008? Difícil? E em 2011? Nada?! Pois bem, meus caros, o fato de poucas pessoas darem atenção aos prêmios técnicos é uma verdade inconveniente.

Mas não se martirize caso nuca tenha dado muita ideia para esses detalhes importantes. Mesmo que você seja um admirador convicto da sétima arte, é mais do que natural que não seja um expert na parte técnica das produções, pois a atenção de todos geralmente está voltada para aquilo que é superficial, literalmente, como atuação, direção, roteiro… Enfim, não é pecado nenhum não se ligar em algo que não é muito “palpável”. Importante é saber que esses tais detalhes estão ali e fazem toda a diferença. Sério? Sim, senhores! E a gente mostra como…

Assim como toda boa história, um filme deve ser bem contado, e nesse ponto cabe ao editor e seus comparsas o papel de menestrel, pelo menos em partes.  Organizar todo o emaranhado de informações e materiais, dosar os efeitos, casar a trilha sonora… Ou seja, é coisa pra caramba, e mandar mal nesse ponto é assinar a sentença do fracasso. A responsabilidade é tanta que alguns criativos ao redor do mundo resolveram brincar de refazer filmes famosos. Não, eles não regravaram nenhuma cena, tudo foi feito com os filmes originais, talento na edição e uma mente criativa e cheia de ideias. Blockbuster, suspense, drama ou comédia, não importa o gênero, as versões “recut” pegaram geral e também vão pegar você. Dá o play:

Os resultados são fantásticos. Ou vai dizer que você já imaginou “O Iluminado” como uma comédia romântica açucarada? Ou então quem sabe uma fusão de “Batman: The Dark Knight” com “Toy Story”? Pois é, a lógica não acompanha essas novas versões, e muito provavelmente é aí que reside a graça delas. E o que dizer sobre o casalzinho de “Top Gun”? E a apaixonada Clarice Starling, de “O Silêncio dos Inocentes”? São muitas as versões, uma melhor que a outra, mais ainda se você já tiver assistido aos filmes “recutados”. Saindo mais uma rodada:

Como falamos no início do post, a edição pode (e deve) fazer toda a diferença em um filme. Uma trilha diferente, alguns elementos de textos aqui e ali, uma boa seleção de takes e pronto: temos uma versão novinha em folha. Depois dessa rodada de filmes direntes, todos devem concordar com a importância dos “técnicos”, certo? E aí, qual o seu “recut” preferido? Conta aí nos comentários! ;)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...