janeiro 2, 2012

Bad Ass: Da internet para os cinemas!

por Vitor em Filmes, Internet

Durante toda a história, o cinema recorreu à realidade para contar histórias. São tantas as vezes que isso aconteceu que, no momento em que o “baseado em uma história real” ganha a tela, não há mais surpresa ou espanto. Natural, uma vez que existem histórias fantásticas ao redor do mundo, prontas para serem reproduzidas. Então, o que dizer sobre um filme baseado em um meme da internet?

Esse é o caso de “Bad Ass”, estrelado pelo mexicano mais casca grossa de Hollywood, Danny Trejo. O roteiro teve como base uma história muito conhecida entre os internautas. Tudo começou quando alguém filmou uma discussão entre dois passageiros de um ônibus, em Oakland, nos Estados Unidos. O brigão da história era jovem e um tanto implicante, enquanto seu “alvo” era um senhor de sessenta e tantos anos, que de inofensivo não tinha nada. O mais inusitado da situação é o momento em que, cansado de aguentar as provocações, o senhor dá uma surra em seu oponente. Nascia ali o Epic Beard Man, um meme de sucesso em todo o mundo. Assista ao vídeo para ficar por dentro:

O grande desafio da equipe de roteiristas do longa foi arranjar um mote que transformasse um acontecimento cotidiano (apesar de inusitado) de poucos minutos em um longa metragem. A solução encontrada foi transformar o protagonista em herói local, defensor dos fracos e oprimidos, algo que, dadas as devidas proporções, aconteceu na realidade, vide a repercussão do vídeo original. Sem mais delongas, confira o trailer de “Bad Ass”:

O filme ainda conta com Ron Perlman no elenco e é dirigo por Craig Moss. A estreia está marcada para o próximo dia 24 de abril e é possível que seja lançado direto em DVD. Esperar para ver!

agosto 31, 2011

O Planeta dos Macacos – A Origem: vale o ingresso?

por Deco em Filmes

Antes de mais nada, é muito difícil começar a falar de um filme sem tentar compará-lo com os clássicos que lhe serviram como base. O primeiro “Planeta dos Macacos”, de 1968, virou obra cult. Charlton Heston estava muito bem como protagonista, a história de ficção-científica é cativante e o final, bem, o final vai além do que se pode chamar de sensacional. É, sem dúvidas, um dos melhores desfechos do cinema de todos os tempos. Logo depois, vieram quatro filmes extremamente dispensáveis. A franquia se transformou numa espécie de “Jogos Mortais”, com lançamentos anuais e tudo. Quase 30 anos depois, Tim Burton fez um remake do primeiro, o que foi totalmente desnecessário. Eis que agora, quarenta e tantos anos depois do original, um prequel da história chega às telonas, dirigido por Rupert Wyatt, e com James Franco, Freida Pinto (de “Quem Quer Ser Um Milionário?”) e Andy Serkis fazendo o que sabe melhor: servindo de “modelo” para CGI, assim como fez em “O Senhor dos Anéis”, como Gollum.

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junho 1, 2011

Velhos filmes, novas versões – A sala mágica da edição

por Vitor em Filmes

Se você gosta de e acompanha tudo o que diz respeito aos sucessos do cinema, sabe de cor os nomes de todos os vencedores das maiores premiações do mundo. Quem levou para casa o último Oscar de melhor filme? Fácil, “O Discurso do Rei”. E quem faturou a estatueta de melhor ator em 2010? Moleza, claro que foi Jeff Brigdes, por sua belíssima atuação em “Coração Louco”. Tá bom, então quem ganhou o prêmio de melhor montagem em 2008? Difícil? E em 2011? Nada?! Pois bem, meus caros, o fato de poucas pessoas darem atenção aos prêmios técnicos é uma verdade inconveniente.

Mas não se martirize caso nuca tenha dado muita ideia para esses detalhes importantes. Mesmo que você seja um admirador convicto da sétima arte, é mais do que natural que não seja um expert na parte técnica das produções, pois a atenção de todos geralmente está voltada para aquilo que é superficial, literalmente, como atuação, direção, roteiro… Enfim, não é pecado nenhum não se ligar em algo que não é muito “palpável”. Importante é saber que esses tais detalhes estão ali e fazem toda a diferença. Sério? Sim, senhores! E a gente mostra como…

Assim como toda boa história, um filme deve ser bem contado, e nesse ponto cabe ao editor e seus comparsas o papel de menestrel, pelo menos em partes.  Organizar todo o emaranhado de informações e materiais, dosar os efeitos, casar a trilha sonora… Ou seja, é coisa pra caramba, e mandar mal nesse ponto é assinar a sentença do fracasso. A responsabilidade é tanta que alguns criativos ao redor do mundo resolveram brincar de refazer filmes famosos. Não, eles não regravaram nenhuma cena, tudo foi feito com os filmes originais, talento na edição e uma mente criativa e cheia de ideias. Blockbuster, suspense, drama ou comédia, não importa o gênero, as versões “recut” pegaram geral e também vão pegar você. Dá o play:

Os resultados são fantásticos. Ou vai dizer que você já imaginou “O Iluminado” como uma comédia romântica açucarada? Ou então quem sabe uma fusão de “Batman: The Dark Knight” com “Toy Story”? Pois é, a lógica não acompanha essas novas versões, e muito provavelmente é aí que reside a graça delas. E o que dizer sobre o casalzinho de “Top Gun”? E a apaixonada Clarice Starling, de “O Silêncio dos Inocentes”? São muitas as versões, uma melhor que a outra, mais ainda se você já tiver assistido aos filmes “recutados”. Saindo mais uma rodada:

Como falamos no início do post, a edição pode (e deve) fazer toda a diferença em um filme. Uma trilha diferente, alguns elementos de textos aqui e ali, uma boa seleção de takes e pronto: temos uma versão novinha em folha. Depois dessa rodada de filmes direntes, todos devem concordar com a importância dos “técnicos”, certo? E aí, qual o seu “recut” preferido? Conta aí nos comentários! ;)

março 3, 2011

Sucker Punch – A nova viagem visual de Zack Snyder

por Vitor em Filmes

Zack Snyder começou em Hollywood como um iniciante promissor, quando lançou Madrugada dos Mortos; ganhou o status de visionário ao dirigir a adaptação de 300; hoje, em meio a derrapadas (os criticados Watchmen e A Lenda dos Guardiões), tenta se manter como uma realidade no mundo louco e inconstante da sétima arte. Para isso, Snyder foge dos clichês e investe em projetos revolucionários, com forte apelo visual. Esse é o caso de Sucker Punch, que no Brasil recebeu o subtítulo “Mundo Surreal”.

A nova viagem do diretor tem estreia internacional marcada para o dia 25 de março, mas antes disso um carnaval de cenas de ação, imagens e boatos andam circulando pelos quatro cantos da grande rede. Andam dizendo que a reação do público em uma exibição de teste não foi das mais positivas, o que pode pôr tudo a perder nessa mega produção. Em meio ao disse-me-disse, certo mesmo é que as prévias que tivemos do filme chamam bastante a atenção pela qualidade e riqueza de recursos. Em resumo, tudo o que vimos até agora é fantástico (em infinitos sentidos da palavra).

A trama de Sucker Punch é uma fantasia épica, que acontece dentro da imaginação mais do que fértil de uma garota que foi internada em um hospício pelo seu padrasto. A jovem encontra nos sonhos a irônica fuga do pesadelo que é sua realidade e para isso conta com a companhia de outras jovens na mesma situação. Viagem total saída da cabeça de Zack Snyder, que também assina o roteiro.

Saiu nesta semana o terceiro trailer do projeto, que você pode (e deve) assistir e tirar suas próprias conclusões:

Esse minuto e meio de vídeo pode nos levar a duas conclusões. Primeiro: sim, são muitas imagens, cenas de ação, inimigos e explosões, que nos fazem pensar em como isso tudo pode caber (e principalmente fazer sentido, dar liga) em cerca de duas horas de exibição. Segundo: apesar da primeira conclusão, ao terminarmos de assistir ao trailer é difícil não pensar em “como isso tudo junto pode resultar em um filme ruim”. E essa última suposição pode ser a grande verdade em torno do filme se for levado em consideração o fato de se tratar de um filme de entretenimento.

Além dos trailers, está no ar o site oficial do filme, que é um espetáculo à parte. Lá é possível encontrar várias imagens, conteúdo interativo e mais um bocado de elementos. Entre eles, as artes conceituais das personagens.

E aí, quais as suas expectativas para Sucker Punch? Podemos confiar em Zack Snyder, que, além de tudo, é o diretor do novo Superman? Como dizem por aí, só o tempo vai dizer.

outubro 5, 2009

Besouro – Nasce um Heroi

por Nayse em Chico Rei, Dicas de Rei, Música

besouroofilme

Embora a Chico Rei faça parte de um mundo em que as informações correm na velocidade da luz, as referências englobam os mais variados assuntos e a tecnologia é mais que uma agregada às nossas vidas, todos sabemos que carregamos no nome – literalmente! – nossa raíz brazuca. Para quem nunca ouviu, ficou sabendo ou descobriu sem querer, Chico Rei foi um escravo dos primórdios da história de nossa amada Minas Gerais. É tradição que não acaba. ;)

Assim, a gente sente o maior orgulho das nossas origens – e é com o maior prazer que mostramos o trailer do filme nacional Besouro.

Quando Manoel Henrique Pereira nasceu, não havia nem dez anos que o Brasil tinha sido o último país do mundo a libertar seus escravos.

Naqueles tempos pós-abolição nossos negros continuavam tão alijados da sociedade que muitos deles ainda se questionavam se a liberdade tinha sido, de fato, um bom negócio. Afinal, antes de 1888 eles não eram cidadãos, mas tinham comida e casa para morar. Após a abolição, criou-se um imenso contingente de brasileiros livres, porém desempregados e sem-teto. A maioria sem preparo para trabalhar em outros serviços além daqueles mesmos que já realizavam na época da escravatura. E quase todos ainda sem a plena consciência de sua cidadania. O resultado desse quadro, principalmente nas regiões rurais, onde estavam os engenhos de açúcar e plantações de café, foi o surgimento de um grande contingente de negros libertos que continuavam, mesmo anos após a abolição, submetendo-se aos abusos e desmandos perpetrados por fazendeiros e senhores de engenho.

Vinte anos depois, Manoel já era muito mais conhecido na cidade como Besouro Mangangá – ou Besouro Cordão de Ouro -, um jovem forte e corajoso, que não sabia ler nem escrever, mas que jogava capoeira como ninguém e não levava desaforo para casa. Como quase todos os negros de Santo Amaro na época, vivia em função das fazendas da região, trabalhando na roça de cana dos engenhos. Mas, ao contrário da maioria, ele não tinha medo dos patrões. E foram justamente os atritos com seus empregadores – e posteriormente com a polícia – que deixaram Besouro conhecido e começaram a escrever a sua imortalidade na cultura negra brasileira.

Há poucos registros oficiais sobre sua trajetória, mas é de se supor que a postura pouco subserviente do capoeirista tenha sido interpretada pelas autoridades da época como uma verdadeira subversão. (…) Relatos de fugas espetaculares, muitas vezes inexplicáveis, deram origem a seu principal apelido: Mangangá é uma denominação regional para um tipo de besouro que produz uma dolorosa ferroada.

O capoeirista era, portanto, “aquele que batia e depois sumia”. E sumia como? Voando, diziam as pessoas…

Histórias como essas, verdadeiras ou não, foram aos poucos construindo a fama de Besouro. Que se tornou um mito – e um símbolo da luta pelo reconhecimento da cultura negra no Brasil – nos anos que se sucederam à sua morte.

Morte que ocorreu, também, num episódio cercado de controvérsias. Sabe-se que ele foi esfaqueado, após uma briga com empregados de uma fazenda. Registros policiais de Santo Amaro indicam que ele foi vítima de uma emboscada preparada pelo filho de um fazendeiro, de quem era desafeto. Já a lenda reza que Besouro só morreu porque foi atingido por uma faca de ticum, madeira nobre e dura, tida no universo das religiões afro-brasileiras como a única capaz de matar um homem de “corpo fechado”.

E Besouro, o mito, certamente era um desses.

Capoeira é tradição. Capoeira também é Chico Rei. ;) A estreia do filme Besouro está prevista para este mês. Estamos ansiosos! E vocês, gostaram?!

- Créditos: texto e imagem retirados do site oficial do filme www.besouroofilme.com.br