abril 28, 2011

Definitivo: 66 filmes que você precisa assistir de qualquer jeito!

por Vitor em Filmes

Cinema meu, cinema seu, cinema nosso. Justiça seja feita, a sétima arte é a forma de expressão mais democrática da atualidade. Isso porque é muito fácil encontrar filmes para agradar a todos, desde os mais intelectuais até aqueles que se amarram em explosões catastróficas e manobras radicais em alta velocidade. Mais de cem anos depois do ponta-pé inicial, dado em grande estilo pelos irmãos Lumière, o cinema se consolidou na vida das pessoas dos quatro cantos do planeta, de Hollywood a Bollywood, do preto e branco ao 3D. E não é difícil enxergar essa amplitude, afinal, quem é que não curte um cineminha, não é mesmo?

Graças aos avanços da tecnologia, opções para curtir um bom filme não faltam: DVD, Bluray, streaming, download legal e, claro, as boas e velhas salas de exibição, que estão cada vez mais sofisticadas. É graças a esses mesmos avanços tecnológicos que produzir um filme, seja ele bom ou ruim, está ficando cada vez mais fácil se levarmos em conta a dificuldade que os cineastas tinham em um passado nada distante… Mas isso é papo para outro momento.

Com tantas opções e com a quantidade infinita de produtos audiovisuais disponíveis, decidir o que assistir não é tarefa simples, até porque não é nada bacana chegar aos créditos de um filme com a sensação de tempo perdido. Pensando nisso, resolvemos dar uma mãozinha para os cinéfilos de plantão. Preparamos uma lista com 66 filmes que você precisa assistir de qualquer jeito. E não pense em uma lista que segue os clichês de todas as outras listas sobre cinema. Prezamos por escolher filmes aos quais gostamos de assistir e que achamos que a maioria ficaria satisfeita no final de cada um deles.

A seleção está em ordem cronológica, do mais antigo (ops, mais clássico) para o mais recente. E já vamos avisando: não se espante ao encontrar “Ladrões de Bicicleta”, clássico de Vittorio De Sica e marco do realismo italiano, acompanhado de “Matrix”, que é pura parafernália tecnológica com um ótimo (e confuso) roteiro. Fomos democráticos. Nada mais justo quando o assunto é cinema. Luz, câmera, ação!

(mais…)

março 21, 2011

Tem pecado até nos contos de fadas!

por Amanda Dias em Filmes

Elas são conhecidas pela beleza, educação e doçura. Embalam os sonhos das meninas que se inspiram em suas histórias em busca do amor verdadeiro. As princesas das histórias da Disney são repletas de qualidades e são símbolo de perfeição, mas o que a maioria das pessoas não sabe é que essas doces criaturas, além de plantarem nas meninas o sonho impossível do príncipe encantado, são cheias de defeitos e transpiram, cada uma, um pecado capital. É isso mesmo, essas princesas não são tão boazinhas como parecem!

O ilustrador canadense Chris Hill resolveu desvendar os sete pecados capitais de sete dessas princesas. Vamos a elas:

-Avareza: A princesa do mar, Ariel, foi escolhida por nunca estar satisfeita com a sua vida rica no fundo do Oceano.

Ariel

- Gula: A fome dessa Branca de Neve acabou levando-a para a morte e ainda dando trabalho para o pobre do principe.

Branca de Neve

- Inveja: Sininho não é propriamente uma princesa, mas coloca olho gordo no amor de Peter Pan e Wendy.

Sininho

- Ira: Jasmine é tão brava que tem até um tigre como bichinho de estimação e o usou para espantar todos os pretendentes.

-Luxúria: Cinderela não tirou o principe da cabeça depois de dançar nos braços do monarca!

- Preguiça: Aurora foi a escolhida não só por ser “adormecida”, mas pq viveu até seus 16 anos numa cabana, sem fazer nada além de cantar para os bichinhos da floresta.

- Vaidade:  O nome já entrega, Bela não poderia ser outro pecado! Gaston e toda vila a conhecem simplesmente por sua beleza.

Viu como essas princesas não são tão perfeitas assim? Nem nos contos de fada essa coisa de ser perfeição cola!

Fonte: Blog Just Lia

março 16, 2011

Senhor dos Anéis x Star Wars

por Amanda Dias em Filmes

Já imaginou dois dos maiores sucessos do cinema mundial juntos em uma mesma produção? Já imaginou ter Senhor dos Anéis e Star Wars, com todos os seus principais personagens em cena, dividindo falas e interagindo em torno de uma mesma história? Pois então pare de imaginar e assista.

Um trailer foi desenvolvido com as juntando as histórias de Senhor dos Anéis e de Star Wars. É claro que o vídeo é bem engraçado e garante algumas boas risadas, mas o que aconteceria, então, se as histórias de Darth Vader e Frodo se juntassem realmente? Provavelmente, renderia pelo menos uma bela polêmica. O que vocês achariam de ir ao cinema ver essa dupla na mesma telona?

Ambas as histórias, cada uma em sua época, mexeram com o imaginário de sua geração, que além de meros espectadores se tornaram fãs dessas duas séries da sétima arte. Mesmo após mais de três décadas do lançamento do primeiro filme da série, “Uma Nova Esperança”, Star Wars ainda é vangloriada por uma legião de fanáticos, acostumada com tecnologia de ponta e efeitos incríveis. Senhor dos Anéis, da mesma forma, arrebata o coração de leitores, gamers e cinéfilos de todo o mundo com sua trilogia (além de prequels, spin-offs…) criada por J.R.R. Tolkien.

Chega de falação e vamos ao trailer, (criado pelo nosso conterrâneo Pablo Peixoto) que já está rolando na Internet. Assista e comente:

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janeiro 17, 2011

Computer History Museum: os Video Games também têm história

por Vitor em Games

A Chico Rei já contou um pouco da história dos video games na camiseta Manetes e se você gostou dela, com certeza vai curtir muito este museu. O Computer History Museum (Museu da História da Computação, em bom português) fica em Mountain View, na Califórnia. O lugar é composto por uma grande diversidade de aparatos tecnológicos.

Fundado em 1996, o museu apresenta desde o calculadoras do tempo dos nossos avós até computadores de última geração, sonhos de consumo de qualquer um de nós. Com toda certeza conta com um dos maiores acervos de informática do mundo. É de deixar qualquer geek de cabelos em pé.

E como não podia deixar de ser, o CHM conta com uma seção exclusiva para os games que fizeram e continuam fazendo nossas cabeças. Para os mais jovens, vale conhecer os jogos que seus pais, tios e primos mais velhos jogaram. Para os mais velhos, que acompanharam a evolução dos jogos, recordar é viver.

Boa parte do espaço reservado aos games é preenchido pelo clássico Pac Man e suas várias aparições no universo dos jogos. Criado por Tohru Iwatani, Pac Man foi feito originalmente para Arcade, no início dos anos 80. Rapidamente ganhou popularidade e tornou-se um dos jogos mais famosos de todos os tempos, tendo versões para diversos consoles e continuações para tantos outros, inclusive atualmente.

Os consoles clássicos da Nintendo também têm cadeira cativa. E mais: na exposição é possível ver relíquias pré-Game Boy. Isso sem falar em outros clássicos, que se misturam ao Super NES, Nintendo 64, GameCube, Wii

E nem só de consoles vive o museu. Está em exposição uma quantidade gigante de jogos, das mais diversas plataformas. Representando a história recente, estão presente as famílias PlayStation e Xbox.

A entrada no Computer History Museum é gratuita. Mas se você não vai tão cedo para os Estados Unidos, fique tranquilo. É muito fácil curtir uma tour pelo site do museu e nesse outro site você pode conferir uma seção de fotos da área reservada aos games. Muito bacana!

janeiro 11, 2011

Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência

por Vitor em Curiosidades

Por mais fantásticos que sejam os diferentes universos das histórias em quadrinhos, semelhanças com a realidade podem ser facilmente encontradas. E nenhuma delas é mera coincidência. Algumas dessas referências são um tanto escancaradas. Em outros casos os personagens são inseridos em lugares existentes (com certeza os nova-iorquinos devem ficar procurando o Homem-Aranha pulando entre os prédios da cidade). Algumas se baseiam em lugares desconhecidos do grande público. Mas isso não significa que sejam irreais.

Conta a história que, no final do século XII, o rei da Inglaterra, carinhosamente apelidado de Rei João Sem-Terra, estava cobrando impostos absurdos dos moradores de um vilarejo próximo à cidade de Nottingham (a terra do Robin Hood). Cansados de deixar seu dinheiro parar nas mãos do rei, os habitantes do local encontraram uma solução: iriam se fingir de loucos e, assim, não pagariam os impostos. Quando chegou ao vilarejo, o Rei João Sem-Terra deparou-se com cenas para lá de inusitadas. Viu vacas pastando nos telhados das casas, pescadores tentando afogar peixes e outras loucuras que deixaram o soberano de cabelos em pé.

Naquela época, acreditava-se que a loucura fosse contagiosa. Morrendo de medo de pegar a “praga”, o rei saiu correndo do local e desistiu de cobrar os impostos. Desde então o lugar ficou conhecido como “vila dos loucos”. Qual o seu nome verdadeiro? Gotham City!

Tá bom, mas o que tudo isso tem a ver com o Batman? A gente explica. Gotham City havia sido um apelido bem conhecido da cidade de Nova York, bem antes do surgimento do Batman. O escritor Washington Irving, autor do clássico “A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça” (que virou filme protagonizado por Johnny Depp) deu o singelo apelido à sua cidade natal, acreditando que Nova York era, também, uma cidade de loucos.

Bill Finger, co-criador da história do homem morcego, queria fugir dos estereótipos e tirar seu personagem de Nova York, fazendo com que mais leitores se identificassem com a metrópole. Foi então que, após pensar em vários nomes, como Civic City e Capital City, Finger chegou ao nome do vilarejo inglês.

A Gotham fictícia teve, mesmo que sem querer, um tempero medieval, lembrando ainda mais o lugar que a inspirou. O maior inimigo do Batman chama-se originalmente Joker, “bobo da corte” em inglês. Esse tipo de profissional era a única pessoa que podia zombar do rei sem ter sua cabeça cortada, do mesmo jeito que fizeram os habitantes da Gotham verdadeira. Sem falar que a terra do Bruce Wayne é cheia de pessoas, digamos, fora do comum. A arte imita a vida.

Abriram as portas do Asilo Arkham!

outubro 5, 2009

Besouro – Nasce um Heroi

por Nayse em Chico Rei, Dicas de Rei, Música

besouroofilme

Embora a Chico Rei faça parte de um mundo em que as informações correm na velocidade da luz, as referências englobam os mais variados assuntos e a tecnologia é mais que uma agregada às nossas vidas, todos sabemos que carregamos no nome – literalmente! – nossa raíz brazuca. Para quem nunca ouviu, ficou sabendo ou descobriu sem querer, Chico Rei foi um escravo dos primórdios da história de nossa amada Minas Gerais. É tradição que não acaba. ;)

Assim, a gente sente o maior orgulho das nossas origens – e é com o maior prazer que mostramos o trailer do filme nacional Besouro.

Quando Manoel Henrique Pereira nasceu, não havia nem dez anos que o Brasil tinha sido o último país do mundo a libertar seus escravos.

Naqueles tempos pós-abolição nossos negros continuavam tão alijados da sociedade que muitos deles ainda se questionavam se a liberdade tinha sido, de fato, um bom negócio. Afinal, antes de 1888 eles não eram cidadãos, mas tinham comida e casa para morar. Após a abolição, criou-se um imenso contingente de brasileiros livres, porém desempregados e sem-teto. A maioria sem preparo para trabalhar em outros serviços além daqueles mesmos que já realizavam na época da escravatura. E quase todos ainda sem a plena consciência de sua cidadania. O resultado desse quadro, principalmente nas regiões rurais, onde estavam os engenhos de açúcar e plantações de café, foi o surgimento de um grande contingente de negros libertos que continuavam, mesmo anos após a abolição, submetendo-se aos abusos e desmandos perpetrados por fazendeiros e senhores de engenho.

Vinte anos depois, Manoel já era muito mais conhecido na cidade como Besouro Mangangá – ou Besouro Cordão de Ouro -, um jovem forte e corajoso, que não sabia ler nem escrever, mas que jogava capoeira como ninguém e não levava desaforo para casa. Como quase todos os negros de Santo Amaro na época, vivia em função das fazendas da região, trabalhando na roça de cana dos engenhos. Mas, ao contrário da maioria, ele não tinha medo dos patrões. E foram justamente os atritos com seus empregadores – e posteriormente com a polícia – que deixaram Besouro conhecido e começaram a escrever a sua imortalidade na cultura negra brasileira.

Há poucos registros oficiais sobre sua trajetória, mas é de se supor que a postura pouco subserviente do capoeirista tenha sido interpretada pelas autoridades da época como uma verdadeira subversão. (…) Relatos de fugas espetaculares, muitas vezes inexplicáveis, deram origem a seu principal apelido: Mangangá é uma denominação regional para um tipo de besouro que produz uma dolorosa ferroada.

O capoeirista era, portanto, “aquele que batia e depois sumia”. E sumia como? Voando, diziam as pessoas…

Histórias como essas, verdadeiras ou não, foram aos poucos construindo a fama de Besouro. Que se tornou um mito – e um símbolo da luta pelo reconhecimento da cultura negra no Brasil – nos anos que se sucederam à sua morte.

Morte que ocorreu, também, num episódio cercado de controvérsias. Sabe-se que ele foi esfaqueado, após uma briga com empregados de uma fazenda. Registros policiais de Santo Amaro indicam que ele foi vítima de uma emboscada preparada pelo filho de um fazendeiro, de quem era desafeto. Já a lenda reza que Besouro só morreu porque foi atingido por uma faca de ticum, madeira nobre e dura, tida no universo das religiões afro-brasileiras como a única capaz de matar um homem de “corpo fechado”.

E Besouro, o mito, certamente era um desses.

Capoeira é tradição. Capoeira também é Chico Rei. ;) A estreia do filme Besouro está prevista para este mês. Estamos ansiosos! E vocês, gostaram?!

- Créditos: texto e imagem retirados do site oficial do filme www.besouroofilme.com.br