Lembro de acordar cedo porque “Os Smurfs” era o primeiro desenho a passar na Xuxa. Bom moleque que era, tinha que acompanhar logo após aquele belo café da manhã de hotel, onde a apresentadora comia apenas uma uva e se dava por satisfeita, humilhando meu pão com manteiga e Toddy. Se você não sabe do que estou falando, vou resumir o filme dos Smurfs: vá assistir, é um filme bonitinho dos duendes azuis. Agora, se você é da velha guarda, que curtia os Snorks, sigam-me os bons.
Antes de começar, quero deixar claro que levei uma criança junto comigo ao cinema, fato que aconselho, pois assim o filme se torna bem mais divertido com as gargalhadas dos pequenos. A história é a seguinte: Gargamel (Hank Azaria) quer capturar os Smurfs para roubar sua essência e assim se tornar um mago superpoderoso, mas a tarefa não será tão fácil assim, devido à sua completa falta de inteligência. No desenrolar dos fatos, alguns dos Smurfs são mandados para Nova York e acabam indo parar na casa de Neil Patrick Harris e Jayma Mays, tornando a vida do casal que está prestes a ter um filho ainda mais complicada.
Visualmente o filme é lindo, conseguiram transformar o desenho em animação muito bem. As orelhas me chamaram a atenção, dá vontade de matar os Smurfs de tão fofos. A vila dos Azuis também não deixa a desejar, fazendo o Condado (O Senhor do Anéis) parecer uma favela. As casas de cogumelos são perfeitas, tudo com muitos detalhes. Os atores mandam muito bem (quase todos). Temos um show de Gargamel, um vilão burro que sempre é salvo por seu gato, Cruel. Os dois protagonizam as melhores cenas do filmes, às vezes até ofuscando um pouco os azulzinhos e até mesmo Harris. Algumas vezes, a atuação tanto de Harris quanto de Mays é um pouco forçada. Entendo ser um filme com apelo infantil, porém, às vezes soa excessivo demais, como se eles precisassem se convencer de que não estão falando com o vento e sim com os Smurfs que serão colocados digitalmente no vídeo.
Não posso falar sobre as vozes originais, pois por estar com uma criança, assisti à versão dublada do filme, e posso dizer que a dublagem foi boa. Em momento nenhum me senti um bobo por não ter que ler as legendas, e as vozes foram muito bem colocadas: nada de dublagens de “Sessão da Tarde”. Só fiquei triste de não ouvir a Katy Perry como Smurfette. Sobre o 3D do filme, posso dizer que é bom. Sinceramente, filmes em 3D não me enchem mais os olhos, mas esse foi melhor que a última leva de filmes que saíram. Se tiver a oportunidade (e estiver bem animado), veja em 3D. Se não tiver, o 2D não ficará devendo muito.
Se vale à pena? Mesmo o filme tendo o enredo e algumas atuações completamente voltadas para o público infantil, é gostoso de assistir. Você não ficará entediado e ainda sairá cantando “lálá láralálá lálálálálá” e com muita vontade de achar algum Smurf na rua para chamar de seu.













