Patativa
s. f.
Hoje falaremos de Antônio Gonçalves da Silva, compositor, improvisador e poeta popular nascido na cidade de Assaré, no Ceará. Ganhou o apelido de Patativa aos vinte anos de idade, em alusão ao passarinho de canto terno. No dia 5 de março deste ano, o centenário do seu nascimento foi comemorado. Patativa do Assaré faleceu em julho de 2002.
A obra de Patativa retrata o sertanejo através de uma linguagem simples, mas o que não falta é poesia. Filho de agricultores, ele perde a visão de um olho quando menino. Desde muito cedo já versejava. Com oito anos de idade perde o pai, começa, então, a trabalhar na roça para ajudar no sustento da família. Patativa tem uma passagem rápida pela escola aos 12 anos, é quando se aproxima da literatura por meio de folhetos de cordel.
Aos 16, compra uma viola. Começa a cantar repentes, apresenta-se com a viola em festas no Assaré e em cidades do Nordeste. O primeiro livro, “Inspiração nordestina”, vem em 1956. Encerramos nossa conversa com “Ao leitô”, poema de abertura do livro de estréia desse improvisador que cantava como passarinho.
“É simpre, bem simpre, modesto e grossêro/ Não leva o tempero das arte e da escola/ É rude poeta, não sabe o que é lira/ Saluça e suspira no som da viola./ Tu nele não acha tarvez, com agrado/ Um trecho engraçado que faça uma escôia/ Mas ele te mostra com gosto e vontade/ A luz da verdade gravada nas fôia”

Nossa homenagem a Patativa virou estampa! ( Masc / Fem )










