Nos episódios anteriores: há algumas semanas publicamos aqui no Blog um review sobre o começo de “Falling Skies”, lançados em sequência, no dia 19 de junho. A série estreou cheia de expectativas, já que ninguém menos que Steven Spielberg estava por trás da produção. Além disso, o argumento de “Falling Skies” era bastante promissor: a terra foi sofreu uma invasão alienígena e os humanos iniciam uma grande batalha pela sobrevivência. Resumindo, esperávamos uma espécie de “The Walking Dead”, onde os zumbis sairiam de cena para a entrada dos aliens.
Ok, a série estreou e… Bem, não foi aquilo tudo que esperavam. Os efeitos especiais ficaram muito abaixo da expectativa, a trama parecia confusa nesse início, com algumas falhas no roteiro, e a velha ausência de um “algo mais”. A trama simplesmente não convenceu no início, tampouco chegou perto. Assisti ao primeiro episódio e só tive ânimo de seguir para o segundo uma semana depois. Da mesma forma, custei a engrenar o terceiro, mas quando assisti, tive uma grata surpresa. Agora a coisa toda começava a funcionar. Aí sim dei uma chance a “Falling Skies” e digo: valeu à pena!
Alguns conflitos previamente anunciados nos primeiros episódios, mas pouco desenvolvidos, ganharam mais atenção a partir do terceiro capítulo. É nele que aparece o Dr. Harris, portador de uma estratégia para livrar os jovens dos “arreios” colocados pelos aliens. Alguns desses jovens foram recuperados, outros foram perdidos, o que incluiu mais um conflito na trama. Dessa forma, ficava comprovado que a série não tratava de uma guerra entre humanos e aliens, mas sim do drama vivido pelos personagens, ou seja, “Falling Skies” é muito mais um seriado de drama ambientado em um cenário sci-fi do que um seriado de ficção científica com resquícios de drama.
Apesar de todo meu deslumbramento com o desenrolar da série, confesso que alguns pontos foram decepcionantes. De maneira geral, as tramas secundárias são pouco sustentadas, como por exemplo, a emboscada do tenente Terry Clayton, que rendeu apenas um episódio e meio, quando poderia ter gerado muitas outras situações de ação. Por falar em ação, acredito que esse tenha sido o ponto fraco da série. Com um potencial enorme, “Falling Skies” deixou a desejar nesse quesito. Teve cenas de ação? Teve, mas nada que tirasse o fôlego dos espectadores. Vamos esperar por mais batalhas na próxima temporada, já que o final da primeira fez essa “promessa”.
Falando sobre os personagens, pudemos ver um crescimento de todos os principais com o decorrer da série. Até o antipático Weaver, em boa atuação de Will Patton, ganhou maior carga dramática ao reviver seu drama familiar. Outro destaque fica por conta do anti-herói Pope, interpretado por Colin Cunningham, que roubou a cena na segunda metade da primeira temporada, lembrando o bom e velho Sawyer de “Lost”, em alguns momentos. Quem segura a bomba de destaque negativo é o jovem ator Drew Roy, que não consegue convencer na pele de Hal, filho mais velho do protagonista Tom. O personagem cresceu muito no decorrer da trama e mesmo assim o ator continuou pecando na atuação. Já Noah Wyle não prejudica nem se destaca na pele do protagonista. Mesmo caso de Moon Bloodgood (como não fazer um trocadilho com “sangue bom”?!), a doutora Anne Glass.
Posso dizer que “Falling Skies” me ganhou em seu desenrolar. Comecei assistindo com muita expectativa e tive uma grande decepção com os dois primeiros episódios. Insisti no terceiro e fui gostando mais a cada episódio. Sendo assim, aconselho aos desistentes a darem uma segunda chance ao seriado produzido pelo velho Spielberg. As falhas apontadas no início do post, como confusões e buracos no roteiro, foram, de certa forma, solucionadas. Os efeitos especiais evoluíram, mas não tanto, continuando com aquele ar de tosqueira em certos momentos. Reitero: estamos falando de uma série de drama com fundo de sci-fi, não o contrário, e talvez seja o maior trunfo de “Falling Skies”. O final da temporada teve aquele ar de “e agora, o que vai acontecer?!”, deixando a promessa de uma segunda temporada de tirar o fôlego. Resta agora esperar um tempinho ingrato pelo desenrolar da história.
E vocês, o que acharam da série?














