Quantas vezes você se pegou ouvindo uma música que achou fantástica e descobriu depois que ela não era original? E não entenda original em sentido pejorativo. Ela apenas não é, digamos, a primeira. Mas com toda certeza tem muitas chances de ser tão boa ou melhor que a tal da “original”. Papo confuso, não? Pode ficar tranquilo que nós vamos esclarecer!
Versões, remakes, covers… Os nomes são diferentes, mas a essência é a mesma. Um artista ou banda simplesmente regrava certa canção de outro artista. Algumas dessas covers são parecidas com as originais. Outras são bastante inusitadas. Mas o mais legal (e surpreendente) dessa história toda acontece quando a nova versão supera sua predecessora. E pode ter certeza que isso acontece. E muito!
Um excelente exemplo é a música Twist And Shout. Dez entre dez pessoas que conhecem podem garantir que ela foi composta pela banda mais famosa de todos os tempos, os Beatles. Pois saibam que estamos todos enganados! Um dos grandes hinos do início da carreira do quarteto de Liverpool é, na verdade, uma versão para uma música da banda norte-americana Top Notes. Não precisamos nem falar que a versão dos Beatles superou a original, não é? Confira a original e tire suas próprias conclusões:
Falando nos Beatles, uma banda brasileira já teve a moral de ter uma canção sua regravada por um deles. O finado Jim Capaldi, baterista da banda Traffic, era casado com uma carioca chamada Ana. Ao ouvir a música chiclete Anna Júlia, do Los Hermanos, quis regravá-la em inglês. Nessa empreitada contou com a participação de um vizinho, que era ninguém menos que George Harrison. Diz a lenda que a música foi a última gravação de George antes de falecer. Moral em dobro para os Hermanos!
Outra grata surpresa foi a nova roupagem que o frontman do Soundgardem e ex-vocalista do Audioslave, Chris Cornell, deu para Billie Jean, imortalizado pelo rei do pop, Michael Jackson. A versão ficou muito diferente da original. Mas isso não significa que seja ruim. Com certeza essa é uma música que vai dividir opiniões quanto à melhor versão. Mas uma coisa é certa: temos muita sorte de podermos ouvir esse clássico de duas maneiras diferentes. Confiram a versão “blues ballad” de Cornell:
É sempre diferente quando uma música salta de um estilo para outro. Mais estranho ainda é quando a novidade dá certo. Esses foram os casos de dois sucessos da cantora Rihanna: Dont’ Stop The Music, na voz do jazzista Jamie Cullum, e Umbrella, que ganhou versões de várias bandas, como All Time Low, McFly, Mandy Moore e Vanilla Sky (com direito a coreografia no clipe). Além dela, Britney Spears pode ouvir Toxic na perspectiva dos caras da Static Lullaby e Oops! I Did It Again na versão pauleira do Children Of Bodom.
Bom, já deu para perceber que temos infinitos exemplos de covers que deram certo (e outros nem tanto). Sabe de mais algum bom ou péssimo? Conta aí nos comentários!











