Você já deve ter sentido algo parecido em uma dessas situações: um amigo seu fala uma grande besteira e de repente você sente vontade de abrir um buraco no chão. Alguém cai na frente da galera do colégio e você chega a ficar com as bochechas vermelhas pela pessoa. Se identificou ou já sentiu algo nessa linha? Bem vindo ao mundo dos que sentem a famosa vergonha alheia. E fique tranquilo, meu amigo, você não é o único. Nós todos passamos por isso.
Essa sensação solidária de passar para você o sentimento embaraçoso de ter feito algo errado ou bizarro, sendo que você nada teve a ver com o fato, pode ser explicada pela ciência (e lá vem ela, encontrando explicações pra quase tudo). Por trás desta vergonha alheia, temos os astros VIPs da neurologia contemporânea: os neurônios-espelho. Estas células são especialistas em copiar emoções. Ou seja, simulam no nosso cérebro o que está acontecendocom outra pessoa. Olha como somos fisiologicamente solidários!
Cá entre nós, que essa solidariedade não é lá muito útil, né? Isso vale ainda para movimentos, segundo o estudo realizado na França. Os cientistas escanearam o cérebro de voluntários enquanto sentiam um cheiro bem desagradável e de outros enquanto assistiam a um vídeo com outras pessoas enjoadas. Adivinha? A atividade cerebral foi a mesma, como se aqueles que apenas viram a experiência tivessem passado por ela.
Resumindo: se por um lado as células nos ajudam a, por exemplo, ser solidários com alguém que sente dor, elas nos fazem sentir tão envergonhados quanto a vítima da situação embaraçosa (que muitas vezes não está nem aí para o que aconteceu!). E ainda serve de alerta, como se dissesse “tá vendo, só? Isso não é pra você!”
Ouça suas células!











